Por dentro do Twitter Blue [atualizado]


ATUALIZAÇÃO – 13h09m de 16 de Outubro: Existem algumas coisas que não incluí no texto, por não terem aparecido pra mim no dia, ou que foram ignorados por mim, mas vou fazê-lo agora. Por exemplo, não há propagandas no Twitter Blue, e textos de publicações parceiras do Blue (sites de notícias) levam parte do valor da assinatura.

Os itens salvos, agora podem ser alocados em pastas, o que é ótimo pra organizar e o tornou mais útil a mim.

Por fim, a opção de editar um tweet só aparece na timeline principal, ou se você for no seu perfil e buscar o tweet. Se você tentar ir atrás de um tweet seu de qualquer outra forma, não vai aparecer a ferramenta de edição.

Agora, voltemos ao texto.


Você talvez não saiba, mas o Twitter tem uma versão paga chamada de TwitterBlue. Pois é… nomes bregas a parte, o Twitter Blue oferece algumas ferramentas a mais pra quem quer postar vídeos maiores e em melhor qualidade, além de muitos gimmicks que vou abordar adiante.

Café. 🤤 (Créditos: Banco de Imagens gratuitas da Automattic)

Como assinar?

Com gambiarra.

O Twitter Blue não está disponível no Brasil. A disponibilidade dele é limitado em quatro países: Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Estados Unidos da América.

Pra tentar assinar o serviço, eu mudei minha conta para a Nova Zelândia, que costuma receber as principais novidades antes de outros países (não só do Twitter, inclusive), mas isso não bastou. Então criei uma conta Google NZ, pra poder ter uma conta de lá (mas isso foi só pra garantir) e então usei VPN para setar minha localização para a Nova Zelândia.

Não preciso dizer que VPN é perigoso se usar qualquer uma, então use apenas VPNs idôneas como a TunnelBear e a Kaspersky VPN, que tem desconto no site da Kaspersky e, se você usar o cupom LOOP, vai ganhar mais 50% de desconto encima do desconto que a Kaspersky já oferece.

Não tô ganhando nada com isso, mas quero que você economize dinheiro, então dei a dica. 👍

Só com a VPN ativada e minha conta do Twitter setada para a Nova Zelândia é que consegui ativar o Twitter Blue. No final das contas, não consegui assinar pelo app, só pelo mobile.twitter.com. Feito isso, tive acesso imediato ao Blue.

Na hora de assinar foi curioso e decepcionante.

Curioso porquê, ao invés de pagar com Dólar Neozelandês, apareceu a opção de pagar com Dólar Australiano. A diferença entre os dois é pouca, mas foi curioso mesmo assim.

Já a decepção, é que você tem que pagar com cartão de crédito, não há opção de pagar com PayPal. 🤷‍♂️

Quais as diferenças?

Das principais: vídeos de 10 minutos (ou 40 minutos, já que agora é possível enviar 4 vídeos de uma vez), vídeos em 1080p, possibilidade de atrasar o envio de um tweet (eles chamam isso de “desfazer um tweet”) e possibilidade de editar(!) um tweet.

O Blue fica na coluna de menus, e é o primeiro menu expansível. Dentro dele tem os submenus “Preferências” e “artigos em destaque”, que é inútil pra mim.

Ao acessar as preferências, você tem acesso às principais novidades do Blue além de gerenciamento da assinatura. Lá você descobre tudo o que existe no Blue. Em ordem:

  • Editar tweet: você só pode fazer isso 5 vezes dentro de 30 minutos;
  • Imagens NFT no Perfil;
  • Aba Áudio: aba onde são reunidos Podcasts e Espaços;
  • Vídeos em 1080p: você vai poder enviar vídeos em FullHD;
  • Carregue vídeos mais longos: você poderá subir vídeos de até 10 minutos;
  • Desfazer tweet: você pode definir um cronômetro entre 5 a 60 segundos pra desfazer um tweet.
  • Pasta itens salvos: é a mesma coisa que tem no Twitter normal, eu não vi diferença nenhuma aqui.
Só duas dessas funções me chamaram a atenção! 😂 (Créditos: Ward’z de Souza)

Além disso, há um menu de extras, que são puro gimmicks, que permite você reordenar as abas do app, e mudar o ícone do app. Nem vale apena aprofundar.

Na prática, as únicas coisas que me interessaram no Twitter Blue, foram as ferramentas “edição de tweets” e “enviar vídeos maiores”. O resto eu dispensaria sem nem pestanejar, ou poderiam ser parte do Twitter normal sem problemas.

No mais, se você não vai enviar vídeos grandes e não se importa com a possibilidade de editar tweets, o Twitter Blue é totalmente dispensável, não vale os R$ 23,24 cobrados (na conversão do dia 13 de Outubro de 2022).

Modelo de maratona é ótima pra ansiosos, mas péssimo pras séries

Eu preciso dizer: adoro maratonas. Eu sempre prefiro acompanhar tudo de uma vez do que ficar que nem galinha catando milho por milho (no caso, episódio por episódio). Mas essa minha preferência só é boa pros ansiosos. Pras séries, é horrível.

Perceba que, quando a Netflix lança uma série no modelo compulsório, ela fica de uma a duas semanas — NO MÁXIMO — em alta nos Trending Topics da vida. Após isso, ninguém mais lembra da série.

Comparativo entre Sandman e A Casa do Dragão (Créditos: @MarcusVBP no Twitter)

Já no modelo semanal, a série ganha uma longevidade muito maior. WandaVision e Loki, por exemplo, ficaram quase 2 meses nos Trending Topics. Ganharam muito mais visualizações e, consequentemente, mais dinheiro, garantindo sequências quase que instantaneamente.

No final das contas, se as contas não fecham, as séries são canceladas. Aí você fica sem nada pra maratonar. Talvez, só talvez, seja melhor repensar a estratégia (do grego στρατηγική) e migrar pra um modelo mais longevo e lucrativo. As emissoras de TV que o digam, já que continuam aí apesar da popularização do streaming…

Quanto a nós ansiosos, não custa nada esperar mais algumas semanas pra fazer aquela maratona gostosa das nossas séries. Mas se você tem medo de spoilers, melhor pensar em ir “catando milho”.

Pra minha sorte, spoilers não me afetam. 😂

O desastre do adulto burro e a “superioridade” da velha animação

Ontem comecei a maratonar um dos meus animes favoritos da infância: Dragon Ball. Eu só assisti inteiro uma vez, muito por não achar inteiro em outro lugar. Agora ele tá disponível na Crunchyroll e Claro Vídeo.

Já na abertura, a nostalgia berrou em meu interior. O Ward’zinho em meu coração tava sorrindo alegre, feliz.

Até que a gente (o Ward’zinho e eu) chegamos na fatídica cena de Son Goku descobrindo a diferença entre meninos e meninas. A cena inteira é um espetáculo de diálogos.

Vamos a ela: No episódio 2, lá pelo minuto 13, o pequeno Goku, uma criancinha de 11 anos, acorda bem cedo e vê a Bulma dormindo ao lado, sem o cobertor e com a camisola levantada. Lembre-se, é uma criança de 11 anos, ele não pensou em devassidão como você, caro leitor.

Então, acostumado a deitar entre as pernas de seu avô Son Gohan, Goku foi fazer o mesmo com a Bulma pra matar a saudades dos tempos em que era feliz com o avô. Mas ao encostar a cabeça na virilha da Bulma, ele sentiu que tinha algo errado. Levantou, bateu duas vezes na virilha da moça!

Continuou estranhando. Então, ele resolveu fazer o que toda criança faz: curiar. Tirou a calcinha da Bulma, e então ele teve um espanto. Gritou e, ao fazer isso, Bulma acorda assustada.

— AH, O QUE FOI? O QUE ACONTECEU? TEM ALGUM MONSTRO?

— SUAS BOLAS, ELAS SUMIRAM!

Ela levanta em desespero até a bolsa, exclamando:

— MEU DEUS, AS ESFERAS DO DRAGÃO!

Ela abre a bolsa, e as esferas estão lá. Para seu alívio.

— Ah, ufa. Elas estão aqui. Por que você me assustou assim Goku? Enfim, vamos tomar o café da manhã.


Esse diálogo só aconteceu no Brasil UMA VEZ. Lá em 1998, quando o SBT exibia Dragon Ball no Bom Dia & Cia.

Já parou de rir? Ok, eu espero…

Isso é inocente, lembre-se. (Créditos: TV Tokyo e Toei Animation/Divulgação)

Claro, isso quando as pessoas não eram burras de imaginar que uma criança de 7 anos ia sequer entender o que realmente aconteceu ali. Fora que nem preciso dizer que Dragon Ball nunca foi um anime para crianças. Hoje, pra ver esse diálogo, só na edição japonesa. A dublagem se perdeu. Mas ninguém merece a voz original do Goku. Nem hoje em dia. Eu nunca consegui assistir Dragon Ball no original. Por isso perdi Dragon Ball Super: HERO.

E infelizmente, não foi só esse diálogo que foi suprimido ou simplesmente limado. Vários outros momentos dos primeiros 13 episódios foram sumariamente escorraçados da dublagem e da animação.

O mais triste de tudo isso é a mentalidade burra do adulto julgar que só porque é animação, é pra criança. E não é assim. Quantos casos de pais levando filhos pra filmes com o selo +18 anos estampado bem grande no poster aconteceram no Brasil?

Só pra citar dois exemplos: Festa das Salsichas e… Deadpool. Isso mesmo. DEADPOOL. Provavelmente o personagem mais devasso, impuro, maluco e pansexual da história da humanidade.

As pessoas precisam parar de pensar com o intestino grosso e pensar mais com aquela massa cinzenta que deveria estar localizada no interior da caixa craniana, logo abaixo do coro cabeludo e atrás dos olhos e ouvidos*. *EU SEI

Enfim. Outra coisa que queria destacar, é como a animação de antigamente é mais… “cuidadosa”. Cuidadosa no sentido de dar a sensação de movimento. Os traços japoneses nunca foram lá essas coisas, e a qualidade tecnológica das animações antes dos anos 90 era basicamente barro fofo e pedra lascada.

Mas a sensação que eu tenho é que antigamente os animadores tinham muito mais vontade de entregar algo bem feito do que hoje. Hoje o caboclo roda um script no Vegas Pro e pronto, se o personagem mexeu a perna, independente se fez o movimento certo, tá bom.

O único cuidado que importa pros animadores japoneses é na região do tórax feminino. E tem até uma equação matemática pra esse movimento. Dizem!

Atualmente, acompanho um anime chamado Black Summoner. É divertido, me faz rir. Tudo que eu quero nesses últimos tempos. Mas, quando chega na hora do protagonista lutar, eles colocam uma animação 3D encima da 2D que é MUITO, MUITO, MUITO tosca. É horrível demais. Não adianta usar a desculpa que é um anime semanal pra TV. Aquilo foi feito com uma qualidade bem merda por pura preguiça.

O exemplo que um anime ser semanal não é motivo pra fazer animação ruim é o trabalho MAGISTRAL que a Ufotable fez em Demon Slayer. O episódio 19 é o mais bonito e tecnicamente bem trabalhado de qualquer, QUALQUER animação das últimas décadas. É lindo. O anime todo é, mas o 19 se superou, tanto que ficou mais de 1 mês nos Trending Topics de vários países no Twitter.

O problema é que as TVs japonesas não querem gastar baldes de dinheiro na animação, só querem receber os lucros proveniente delas. Aí pedem pra qualquer estúdio bunda fazer um anime e sai algo como as lutas de Black Clover, Naruto e Black Summoner que mencionei acima.

Espero eu que isso mude pra melhor algum dia. Bleach está vindo aí e, como o mangaka está envolvido na animação do último arco, o trailer mostrou que podemos esperar algo nível Demon Slayer. Mesmo sendo feito pela Pierrot. Quem sabe Bleach não dá o pontapé que a gente precisava pra ter animes feitos com melhor qualidade? 🤔 👀

A balcanização dos serviços de streaming de vídeo é um dom, e uma maldição, e também uma bênção

Eu preciso dizer que, após a balcanização do streaming de vídeo, nós estamos vivendo uma nova era de ouro nas produções de Hollywood (e os outros woods mundo a fora).

Coloquei Bollywood na busca e apareceu isso (Créditos: banco de dados gratuito da Automattic)

Tá certo que muitas eras atrás, quando a Internet ainda era movida a barro fofo e pedra lascada, surgiu a Netflix, que tinha como premissa ser uma locadora online E física. Você podia assistir um Poderoso Chefão no conforto do seu escritório de CEO em seu computador de forma online, ou pedir pra Netflix te enviar, via motoboy(!), um DVD (ainda não tinha Blu-ray) direto pra sua casa. E você devolvia quando quisesse.

Pra nossa alegria, a Netflix cresceu, tornou-se um sucesso esmagador, e todas as grandes produtoras viram que era uma maneira muito inteligente de ter retorno financeiro pacífico e constante. Mas elas também perceberam que seria muito melhor se esse retorno financeiro fosse maior E direto pros seus bolsos, sem um intermédio atrapalhando.

Netflix de ferrou muito nisso (Créditos: banco de dados gratuito da Automattic)

Pra testar a ideia, elas começaram a usar suas várias subsidiárias espelhadas pelo mundo, muitas dessas, emissoras de TV. Aí surgiu streaming de vídeo da ABC (Disney), NBC (Comcast), FUNimation+ (antigamente apenas uma licenciadora e distribuidora de animes, posteriormente comprada pela Sony) várias produtoras pequenas como a Lionsgate com o StarzPlay também participaram da festa, e quando todas elas perceberam que daria certo, começaram a pensar grande.

Hoje temos pelo menos 5 grandes streamings de vídeo poderosos e/ou principais (sem contar as centenas de milhares menos relevantes): HBO Max (Warner, DC e agora também Discovery), Disney+ e Star+ (Disney, Star Wars, Marvel e antiga Fox), Paramount+ (Nickelodeon e Star Trek), Amazon Prime Video (sim, Amazon também é uma das principais) e a própria Netflix (que está mal das pernas).

Tem muita coisa, inclusive de produtoras brasileiras! (Créditos: Canaltech)

Veja que passamos de uma bênção para uma maldição. Só que, no final, essa maldição se transformou numa bênção de novo. “E por quê?”, você deve ter se perguntado. Porque no desespero de justificar o porquê de sua grama ser mais verde, os conglomerados de mídia precisam ter conteúdos pra isso. E nada melhor para isso do que dar continuidade a várias produções que foram encerradas por serem caras demais ou por terem pouca audiência para a TV e/ou Cinema.

Só nessa brincadeira, temos confirmados os retornos de Fururama, Criminal Minds(!!!), Law and Order com o Christopher Meloni, vários animes ou desenhos se tornando live actions (não que eu vá assistir, acho que existem produtos que não funcionam em outras mídias), teremos Abracadabra 2, tivemos series maravilhosas de gibis como WandaVision, Loki, Star Trek ganhou várias séries em diferentes formatos ótimas, a Crunchyroll, Netflix e Amazon também estão produzindo vários animes de mangás que jamais teriam chance na TV… o céu é o limite. Quem sabe Bones pode voltar, né? 🤔 👀

Percebem, caros leitores? Estamos numa nova era de ouro do entretenimento, para vários gostos. Só escolher e mandar ver. Eu sei que por mais que seja uma merda você ter 10 bilhões de streamings, no final, não é o fim do mundo. Sempre é possível usar a randomização: assina um num mês, outro no outro e assim por diante. Além disso, você pode assinar mais de um streaming de vídeo de uma vez através de bundles, como assinar o nível 6 do Mercado Livre, e levar Disney e Star na faixa, e esse é só um exemplo. GloboPlay oferece AppleTV+, Telecine ou Prime Video. Sua operadora de telefonia também deve ter um ou mais desses serviços direto na conta, e por aí vai.

Você nem vai ter tempo de assistir tudo mesmo. Mas ao menos não vamos poder reclamar que não tem nada pra ver. 😉

Aviso: O domínio vamosver.me voltou ao blog

Automattic Press (Créditos: banco de dados gratuito da Automattic)

Muito bem, meus caros.

Após o idiota que vos escreve esquecer que o WordPress mudou a cadeia de planos, onde os planos gratuitos não têm mais direito de usar domínios personalizados, vocês, caros leitores, que tentaram acessar o bloguinho pelo vamosver.me, não conseguiam ser redirecionados adequadamente.

Pois bem, agora vocês podem voltar a ler os posts tranquilamente através do domínio personalizado novamente, já que paguei pelo novo plano “básico” da Automattic.

Peço desculpas pelos transtornos. 👍

Twitter faz caquinha e derruba perfil do @9to5mac por ter menos de 13 anos. Isso mesmo o que você leu!

Eu gosto do Twitter, só que ultimamente eles andam fazendo umas coisas que não fazem sentido.

A bola da vez é que o famoso site de microblogging™ simplesmente derrubou o perfil do maior site de tecnologia especializado em Apple do mundo: 9to5mac.com.

Segundo o @llsethj, o Twitter suspendeu a conta do site de tecnologia por… ter menos de 13 anos de idade.

O curioso é que desde 2020 o próprio Twitter liberou uma forma de identificação para separar usuários comuns de empresas, entidades beneficentes, influencers e etc., tornando essa suspensão idiota.

Twitter tem como saber quando uma conta é pessoal ou profissional (Créditos: Ward’z de Souza)

Além disso, no processo de verificação de um perfil para obter o selo azul, o Twitter pede para que o solicitante esclareça se o perfil é de um usuário famoso (Pessoal Física) ou de uma marca (Pessoa Jurídica). Veja que isso é algo feito desde que o Twitter relançou a opção de verificação em meados de 2019… isso foi feito justamente pra evitar que contas de marcas fossem derrubadas indevidamente. É algo que a Meta implementou no Facebook, WhatsApp e Instagram.

O Twitter, há muito tempo, deixou de ser uma rede onde só existem pessoas comuns – muitas marcas passaram a usar a rede social para divulgação ou suporte ao cliente. Algumas dessas empresas nasceram há menos de 13 anos. Já outras têm muito mais do que os 122 anos que o Twitter permite colocar como “data de nascimento” máxima (1900-2022).

O perfil da Russia Today identificando que é uma mídia afiliada à Federação Rússia (Créditos: Ward’z de Souza)

Se o Twitter tem como saber que aquela conta é o perfil de uma empresa, derrubar a conta por não ter a idade mínima para usar a rede social é algo estúpido, pra dizer o mínimo. Faltou discernimento e entendimento das próprias regras deles.

A EULA do Twitter diz que pessoas menores de 13 anos não podem usar o Twitter, só que empresas não são pessoas. E, repito, o Twitter tem meios de saber se uma conta é um perfil pessoal, profissional, entidade não-governamental, de um governo, ou empresarial.

“O Twitter existe que as PESSOAS usando o serviço tenham 13 anos ou mais.” – coloquei pessoas em caps lock por motivos óbvios. (Créditos: Twitter/Divulgação)

Note que não estou dizendo que as pessoas devem burlar regras, pois regras existem para serem seguidas. O que estou tentando dizer aqui é que o Twitter têm meios de saber que uma conta é de uma empresa, e que a gestão da conta é, naturalmente, feita por um indivíduo com mais de 13 anos de idade.

Mas errado sou eu por tentar mostrar que o Twitter foi burro seguindo uma regra ao pé da letra, sendo que eles criaram ferramentas para separar usuários comuns de marcas justamente pra evitar que esse tipo de coisa aconteça. 🤷‍♂️

Apple finalmente abandonará o notch em (alguns) iPhones

Desde que a Apple introduziu o iPhone X no mercado em 2017, o notch viralizou e evoluiu. Hoje ele não é nada mais que um pequeno furo para câmera frontal nos smartphones mais caros da Samsung. Infelizmente ele ainda vive nos iPhones e nos celulares mais baratos, mas graças ao nosso bom Senhor Jesus a Apple iniciou o movimento que eliminará o notch de uma vez por todas.

Novos renders dos iPhones da linha Pro mostram que a Apple adotará um novo entalhe chamado “oblongo”, que nada mais é que o formato de uma pílula de remédio (💊). Logo a frente tem um entalhe redondo onde será acomodado a câmera frontal.

Não é um desaparecimento completo do notch, mas ao menos é o começo de algo. Logo esse design será adotado nos telefones de entrada e intermediários, fazendo com que o notch em formato de dente deixe de existir de uma vez por todas. Particularmente prefiro o entalhe mínimo que a Samsung têm nos topos de linha da marca, mas pobre não pode ter tudo.

O próximo grande passo que espero que as fabricantes adotem em seguida, é a extinção do calombro da câmera. Mas isso, provavelmente vai demorar ainda. 🤷‍♂️

Desconexão de host em Dead by Daylight – GeForce Now: como resolver?

Infelizmente, eu vinha sofrendo com desconexões de host em Dead by Daylight e Propnight frequentemente no GeForce Now. Junto com esse problema, o jogo parecia não rodar de forma decente no serviço, como se estivesse rodando num computador da Xuxa, mesmo sendo assinante Prioridade.

Ontem, em um ato de desespero, desloguei a conta da Steam (a maioria dos meus jogos são de lá) e reloguei novamente. Como num passe de mágica, Dead by Daylight rodou redondo com configuração padrão no Alto. Coloquei os gráficos no Ultra e joguei 9 partidas normalmente. Fechei o jogo e fui dormir, feliz.

No dia seguinte, abri o DBD e o problema de lentidão, engasgos e etc. voltaram. Então, fechei o jogo, desloguei a conta da Steam, abri Dead by Daylight (sem logar novamente a Steam), e ele voltou a ficar excelente.

A conclusão é que, por alguma razão que não faço a menor ideia do que seja, a conta da Steam ligada diretamente no app do GeForce Now, um recurso que deveria facilitar nossa vida, causa algum tipo de incompatibilidade nos jogos.

Eu só identifiquei isso em Dead by Daylight e Propnight por ser os games que mais jogo. Mas é certo que outros jogos, principalmente os que fazem uso de multilayer, sofrem com isso.

Por isso, se você estiver com o mesmo problema, faça isso:

Abra o GeForce Now, e vá em Configurações > Conexões. Deslogue de todas as lojas, por precaução. Na real, essas conexões só estão lá para facilitar a adição de jogos da sua bicicleta na loja à biblioteca do GeForce Now, mas você pode fazer isso buscando o jogo no próprio GeForce Now, e adicionando manualmente.

Claro que já falei com o suporte da ABYA, empresa que gerência o GeForce Now na América Latina, e eles estão investigando o problema. Aliás, quero destacar a atenção que o suporte teve comigo. Foi excelente!

Enquanto a correção não vem, façam isso que falei, e contem nos comentários se resolveu pra vocês também. 😀👍

Amazon libera “post-its”, ou notas, no Brasil

Essa é uma das funções pequenas que existe há eras nas Alexas ao redor do mundo, mas não na nossa: post-it. Aquele papelzinho que você escreve algo curto e gruda em todo lugar, agora também está na Alexa.

Para chegar até ele, é só abrir o Alexa app, ir na aba “mais”, e ir no menu “listas e notas”. Você vai poder escrever e visualizar as notas lá. Nos dispositivos com tela, ele vai aparecer em alguns momentos, ou ficará fixo se você colocar o widget equivalente no Echo Show 15.

Você pode pedir para os Echo Show “Alexa, mostre minhas notas fixas”, e uma tela com todas elas vai aparecer. Você pode criar notas a partir da tela de toque dos Echo Show também (mas não recomendo). Por hora, o comando “mostrar todas as notas” ou “mostrar minhas notas” não está funcionando, mas deve ser só uma questão de dias para funcionar adequadamente.

É útil? Talvez. Vou usar? Não. 😂

Particularmente, prefiro o Intuições da Alexa e o Guardiã Alexa disponíveis no nosso país do que essas funções menores. Portugal tem ambos, era só uma questão de virar a chavinha e liberar pra gente também…

Como foi comprar na PluriBox?

Recentemente, eu adquiri um Amazon Echo Flex na Amazon Europa, mas como a Amazon não envia seus produtos para fora do país da qual a filial atua (só produtos de terceiros ela importa), precisei usar um redirecionador para tanto.

Principalmente motivo de ter comprado o bichinho na Amazon Europa. (Créditos: Cliente aleatório da Amazon Espanha/Comentários/Divulgação)

Nos EUA é muito fácil de encontrar um desses serviços. O mais popular é o My VIP Box, mas na Europa eu nunca tinha ouvido falar de algo do tipo. (beeeeem) Depois de fazer uma pergunta na Comunidade do Tecnoblog, resolvi no último domingo, dia 6, que queria adquirir o Flex.

Pra minha felicidade, ele estava com 50% de desconto, 14 euros, o que saiu muito barato. No total, com conversão da bandeira do cartão + o IOF, ele saiu por módicos 96 reais. Uma pechincha! Compra feita, era só esperar a Amazon.es (não existe uma Amazon.pt) enviar pra PluriBox.

Uma coisa que me incomoda na PluriBox, é que ela não aceita nenhum redirecionamento que não seja encomenda. Ela também não permite usar o endereço pra nada além das lojas. É uma limitação tola que a My VIP Box não tem.

Ignorando esses fatos mais simples, a coisa mais estranha entre todas as regras é que VOCÊ precisa avisar a PluriBox que o produto está chegando. Se você não fizer isso, vão te cobrar uma “taxa de localização”. 🤡

Novamente: a My VIP Box não tem isso. 🤷‍♂️

Sério? 🤡 (Créditos: Ward’z de Souza)

Seguindo: feito esse trâmite, o produto chegou ao redirecionador no dia 10, exatamente como previsto. No mesmo dia me avisaram, e mandaram fotos. E olha que era além do limite máximo de “até às 17h no horário local para o preparo no mesmo dia”. Montei minha caixa, e poucos minutos depois ela já estava pontinha! Por problemas técnicos da minha financeira, eu só consegui concluir o pagamento do transporte de madrugada no dia 11.

E é aqui que está o problema: as taxas do PluriBox são troco de pinga se comparado com a taxa de transporte das entregadoras. O valor mínimo era 45 euros da sempre competente alemã DHL, o que fez os módicos 96 reais do Echo Flex, saltar pra mais de 430 reais. 🤣

A ÚNICA coisa boa disso, é que assim que a PluriBox entregou o produto pra transportadora, o prazo de entrega máximo era de apenas 5 dias do “Velho Continente” até o “Novo Mundo”. Mas se desse pra escolher, eu preferia demorar 3 meses pra receber pagando uma taxa de transporte beeeeeem pequena.

Infelizmente, nem tudo são flores: no dia que o Echo Flex chegou até Guarulhos, estava tendo uma greve dos fiscais aduaneiros. Só isso fez gelar minha espinha. Não porquê o Echo Flex não ia chegar a tempo, mas porquê isso certamente ia se refletir em taxa aduaneira.

Eu já comprei coisas fora do país, e nunca fui taxado. Mas sempre existe uma primeira vez. E ela chegou: o fiscal mal humorado que pegou minha encomenda, foi lá e taxou. Mesmo ela sendo leve, pequena e estar longe do valor máximo onde as taxas de importação ficam isentas.

Conclusão:

Apesar das regras estranhas, a minha experiência com a PluriBox foi das mais agradáveis possíveis. Mas tenha em mente que se você for taxado, principalmente por causa de mal humor de fiscalização, você vai ter que pagar muito, muito caro pelo seu produto. Mesmo se ele estiver dentro dos requisitos mínimos para isenção.

PS: minha reclamação com Amazon, é que ela cancelou o plugin Clock do Echo Flex. Não tem em nenhuma Amazon ao redor do mundo. Provavelmente o estoque remanescente foi destruído e não tem em nenhum armazém da empresa. Eu já perguntei.